Dólar futuro dispara e ações brasileiras despencam no exterior após reeleição de Lula
A reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), confirmada na noite de domingo (25), provocou uma forte reação nos mercados financeiros internacionais. O dólar futuro disparou em relação ao real, enquanto fundos de investimentos ligados à Bolsa brasileira registraram quedas expressivas.
Nas negociações realizadas na Bolsa de Chicago, nos Estados Unidos, o real chegou a perder mais de 10% de seu valor frente à moeda norte-americana. O movimento levou o dólar futuro ao equivalente a aproximadamente R$ 5,58 nesta segunda-feira (26).
A reação também atingiu o mercado de ações. O EWZ, fundo negociado nos Estados Unidos que reúne ações de grandes empresas brasileiras, chegou a registrar queda superior a 20% nas negociações anteriores à abertura regular do mercado.
No Japão, um fundo que acompanha o desempenho do Ibovespa também apresentou forte desvalorização, refletindo a reação inicial dos investidores ao resultado das eleições presidenciais.
Por que o mercado reagiu dessa forma?
Segundo analistas do mercado financeiro, parte dos investidores havia se posicionado para uma possível vitória de Flávio Bolsonaro (PL), associada à expectativa de mudanças na política fiscal e econômica.
Com a confirmação da reeleição de Lula para um quarto mandato, houve uma rápida revisão dessas expectativas, provocando a venda de ativos brasileiros e a valorização do dólar nos contratos negociados no exterior.
Entre as principais preocupações apontadas por especialistas estão a condução das contas públicas, o crescimento da dívida e as perspectivas para os juros nos próximos anos.
Dólar comercial ainda pode apresentar valores diferentes
Apesar da forte alta registrada no exterior, é importante destacar que os valores próximos de R$ 5,58 se referem a contratos futuros e negociações internacionais, não à cotação oficial do dólar comercial no Brasil.
Esses mercados possuem características próprias e podem apresentar oscilações mais intensas, especialmente em períodos de menor volume de negócios.
A expectativa dos analistas é de um início de semana marcado por volatilidade na Bolsa de Valores brasileira, no câmbio e no mercado de juros.