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Centrão muda de posição e impeachment de ministro do STF ganha força no Senado
Por Aldair Jose Tavares
Publicado em 07/10/2026 12:18
Redação

Centrão muda de posição e impeachment de ministro do STF ganha força no Senado

O cenário político no Senado mudou após as eleições de 4 de outubro e aumentou a pressão por processos de impeachment contra ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).

Com a nova composição da Casa, prevista para assumir em 2027, parlamentares de direita e setores do chamado Centrão passaram a defender com mais força a possibilidade de abertura de processos contra integrantes da Corte, especialmente o ministro Alexandre de Moraes.

Levantamentos publicados pelo UOL e pela Folha indicam que o novo Senado poderá contar com ao menos 49 parlamentares favoráveis ao afastamento de ministros do STF. Uma avaliação citada pelo UOL estima que as bancadas consideradas mais favoráveis ao impeachment de Moraes podem chegar a 52 senadores. Esses números, porém, representam estimativas políticas e não significam votos garantidos em um eventual processo.

Para que um ministro do Supremo perca o cargo por impeachment, são necessários 54 votos no Senado.

Nova composição será decisiva

A eleição de 2026 ampliou a presença da direita no Senado. O PL, partido de Flávio Bolsonaro, elegeu 19 senadores e passará a ter 28 cadeiras na Casa a partir de 2027. Outros partidos também elegeram parlamentares que já se manifestaram favoravelmente ao impeachment de ministros do STF.

O resultado aumentou a atenção dentro do próprio Supremo. Segundo a Folha, ministros da Corte avaliam que existe risco concreto de processos de impeachment a partir de 2027 e consideram importante estabelecer diálogo com setores mais moderados do Congresso.

A definição da Mesa Diretora do Senado, especialmente da presidência da Casa, também será importante. O presidente do Senado tem papel central na tramitação de pedidos de impeachment contra ministros do Supremo. A eleição da nova Mesa ocorrerá no início da próxima legislatura.

Pauta defendida por Flávio Bolsonaro

O impeachment de ministros do STF também vem sendo defendido publicamente por Flávio Bolsonaro, candidato à Presidência no segundo turno. A campanha trata o tema como parte de uma agenda de mudanças na relação entre os Poderes.

Além do impeachment, aliados de Flávio defendem alterações nas regras de funcionamento do Supremo e mudanças constitucionais relacionadas às competências da Corte.

Apesar do avanço das articulações, ainda não há votos suficientes confirmados para afastar qualquer ministro do STF. O resultado dependerá da composição da Mesa do Senado, das posições individuais dos parlamentares e de eventuais negociações políticas a partir de 2027.

Fontes: UOL e Folha de S.Paulo.

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