Morre na prisão homem condenado pelo assassinato de menino de Marmeleiro e outros crimes
Morreu no dia 23 de julho de 2026, no Complexo Médico Penal, em Curitiba, José Airton Pontes, de 70 anos. Ele cumpria pena por crimes cometidos contra crianças e adolescentes e estava preso desde 2005. A causa da morte foi um câncer.
O caso ganhou grande repercussão no Paraná após o assassinato de Renato Renan Poronizak, de 7 anos, ocorrido em Marmeleiro, no Sudoeste do Estado.
O crime
Em 2005, José Airton chegou a Marmeleiro apresentando-se como missionário evangélico e conquistou a confiança da família da vítima. Segundo as investigações, ele levou o menino até uma área de mata na comunidade de Rio Verde, sentido Flor da Serra do Sul, onde o crime foi cometido.
O corpo da criança foi localizado após uma força-tarefa que mobilizou policiais e voluntários.
A investigação
O caso foi investigado pela então 19ª Subdivisão Policial de Francisco Beltrão. A equipe, coordenada pelos delegados Ivonei Oscar da Silva e Luiz Rogério Sodré, realizou diligências em diversas cidades do Paraná e de Santa Catarina.
Após dias de buscas, José Airton foi localizado e preso em Pinhalzinho (SC).
Confissões e outros crimes
Após a prisão, José Airton confessou o homicídio de Renato e prestou depoimentos sobre outros crimes. As investigações apontaram seu envolvimento em mais de 30 casos de violência sexual contra crianças e confirmaram sua responsabilidade em pelo menos três homicídios, além de outros casos investigados em diferentes estados brasileiros.
Entre os fatos apurados pela polícia estão:
- Prisões anteriores em Santa Catarina por crimes contra crianças;
- O homicídio da menina Jéssica Morais de Oliveira, de 8 anos, em Curitiba;
- Investigações relacionadas a crimes registrados em São Paulo, Rondônia, Mato Grosso e Santa Catarina.
Condenação
Pelo assassinato de Renato Renan Poronizak, José Airton foi condenado pelo Tribunal do Júri da Comarca de Francisco Beltrão a 50 anos de prisão.
Inicialmente, cumpriu pena na Penitenciária Estadual de Francisco Beltrão. Nos últimos anos, devido ao tratamento contra um câncer, foi transferido para o Complexo Médico Penal de Curitiba, onde morreu após cerca de 21 anos de prisão.
O assassinato de Renato Renan Poronizak é considerado um dos casos criminais de maior repercussão da história do Sudoeste do Paraná e marcou profundamente a comunidade de Marmeleiro.
Fonte: PP News