Simepar alerta para El Niño forte, com previsão de mais chuva
Redação – 10/07/2026
O fenômeno El Niño, identificado desde junho no Oceano Pacífico Equatorial, deve provocar chuvas acima da média no Oeste e Sudoeste do Paraná, incluindo Francisco Beltrão e municípios da região. A informação é do Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar), com base em dados atualizados pela Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA).
Segundo a nota técnica divulgada pelo Simepar, o fenômeno tende a se intensificar durante o inverno de 2026, atingindo seu pico entre a primavera deste ano e o verão de 2027. A probabilidade de o El Niño alcançar intensidade forte ou muito forte é superior a 80%.
As projeções indicam que todas as regiões do Paraná deverão registrar índices de chuva acima da média histórica. No entanto, o Oeste e o Sudoeste estão entre as áreas com maior previsão de volumes de precipitação, aumentando o risco de eventos climáticos severos.
De acordo com o Simepar, episódios intensos de El Niño favorecem a formação de sistemas meteorológicos capazes de provocar temporais em curtos períodos, acompanhados por descargas elétricas, rajadas de vento e, eventualmente, queda de granizo.
Durante o inverno, a tendência é de redução dos períodos de estiagem. Já na primavera, quando os efeitos do fenômeno costumam ser mais intensos na Região Sul, aumenta o risco de inundações, enxurradas, alagamentos e deslizamentos de terra.
Apesar das projeções, o Simepar ressalta que as condições do tempo também dependerão da atuação de outros sistemas meteorológicos, como frentes frias e áreas de baixa pressão. Por isso, o acompanhamento diário da previsão do tempo continua sendo fundamental.
Agricultura também pode ser afetada
No campo, o aumento das chuvas pode beneficiar algumas culturas ao reduzir os períodos de seca. Por outro lado, o excesso de umidade pode dificultar o plantio e a colheita, favorecer o surgimento de doenças fúngicas, aumentar o risco de erosão do solo e, dependendo da cultura e da intensidade das precipitações, causar perdas na produção e comprometer a qualidade dos grãos.
Foto: Lucas Maciel / PPNews