País pode parar: caminhoneiros articulam greve nacional por alta no diesel
Entidades que representam caminhoneiros em diferentes regiões do Brasil estão articulando uma possível greve nacional, o que pode impactar diretamente o abastecimento e a economia do país. O principal motivo é a insatisfação com os constantes aumentos no preço do diesel e a avaliação de que as medidas adotadas pelo Governo Federal não têm sido suficientes para conter a alta.
Até o momento, não há uma data definida para o início da paralisação.
A principal queixa da categoria é que iniciativas como redução de impostos e subsídios foram neutralizadas após um novo reajuste no combustível anunciado pela Petrobras.
O Governo Federal, por sua vez, afirma que há indícios de abusos nos preços praticados nos postos e informou que pretende intensificar a fiscalização.
Outro fator que pressiona os preços é o cenário internacional. O diesel vem sendo impactado pelo conflito envolvendo Estados Unidos e Israel contra o Irã. Como retaliação, o Irã teria fechado o Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial. Com isso, o preço do barril subiu de aproximadamente US$ 70 para mais de US$ 100.
Dados do setor apontam que o Brasil conta com cerca de 790 mil caminhoneiros autônomos e aproximadamente 750 mil motoristas contratados pelo regime CLT. Já a Abrava reúne cerca de 35 mil profissionais.
A mobilização já envolve entidades de estados como São Paulo, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Distrito Federal e Goiás.
A possibilidade de greve preocupa autoridades. A última paralisação de grande impacto ocorreu em 2018, quando o país enfrentou desabastecimento de combustíveis e produtos, afetando diversos setores.
O Governo Federal também tentou negociar com os governadores a redução do ICMS sobre o diesel, mas a proposta não avançou.
Fonte: Folha de S.Paulo / PP News