Porsche apreendido em Balneário Camboriú é localizado circulando em Jurerê Internacional
Redação – 19/01/2026
Fonte: NSC Total
Foto: PMRv / Divulgação
Um Porsche avaliado em cerca de R$ 1,5 milhão, que havia sido apreendido no fim do ano passado em Balneário Camboriú, voltou a chamar atenção nesta segunda-feira (19) após ser localizado circulando pela SC-402, em Jurerê Internacional, no Norte da Ilha, em Florianópolis.
O caso ganhou repercussão depois que o proprietário do veículo, Wagner Rosa, foi até o pátio do departamento de trânsito de Balneário Camboriú para retirar o carro e descobriu que o automóvel não estava mais no local. Segundo ele, alguém teria retirado o Porsche no dia 9 de janeiro, utilizando uma procuração supostamente falsificada.
Wagner compartilhou o episódio nas redes sociais e registrou um boletim de ocorrência. Pouco tempo depois, o carro foi localizado pela Polícia Militar Rodoviária (PMRv) com auxílio de câmeras de monitoramento.
De acordo com a PMRv, o Porsche era conduzido por um homem de 39 anos, natural do Rio Grande do Sul, que possui passagens criminais por diversos delitos, incluindo tráfico de drogas, posse de arma de fogo e homicídio. Ainda segundo a polícia, o motorista tentou fugir da abordagem, mas foi cercado pelas guarnições e detido.
O condutor foi encaminhado à delegacia e enquadrado pelo crime de receptação. Durante a revista no interior do veículo, os policiais encontraram R$ 5 mil em dinheiro.
Entenda o caso
O Porsche foi apreendido no dia 21 de novembro de 2025, após Wagner participar de um jantar em Balneário Camboriú. A prefeitura informou que o veículo foi recolhido por possuir cerca de R$ 60 mil em débitos de licenciamento, versão que é contestada pelo proprietário. Wagner afirma que a apreensão ocorreu devido a alto ruído no escapamento.
O carro permaneceu no pátio municipal até que, segundo o dono, foi retirado por terceiros com uma procuração que ele afirma não reconhecer e diz ser falsa.
Em nota, a Prefeitura de Balneário Camboriú informou que “não possui responsabilidade sobre a relação entre o proprietário do veículo e o portador da procuração” e que a suposta fraude documental é de competência da Polícia Civil, que investiga o caso.