

Caso Eliza Samudio volta a repercutir no Brasil após carta levantar nova versão
Redação – 08/01/2026
O caso Eliza Samudio, um dos crimes mais emblemáticos do Brasil, voltou a repercutir nos últimos dias após a divulgação de uma carta manuscrita que apresenta uma versão alternativa sobre o destino da modelo, desaparecida desde 2010.
O documento, atribuído a um detento e anexado aos autos durante as investigações, afirma que Eliza não teria sido assassinada, mas sim fugido do país utilizando nome e documentos falsos. Segundo a carta, ela teria deixado o Brasil após o rompimento com o ex-goleiro Bruno Fernandes, seguindo inicialmente para um país vizinho e, posteriormente, para a Europa.
De acordo com o autor do texto, Eliza teria passado a viver sob a identidade de Dídia Lima Guimarães, nome que constaria em documentos falsificados, como certidão de nascimento e passaporte. O remetente afirma ainda ter participado do processo de obtenção desses documentos e relata supostos detalhes sobre a saída da modelo do Brasil após junho de 2010.
“De Eliza, a qual me relatou a sua ligação com Bruno, e um pedido para que eu a ajudasse a sair do país por motivos óbvios. Eu a esclareci pessoalmente e a trouxe, onde a mesma obteve documentos falsos, como certidão de nascimento, passaporte, documentos estes em nome de Dídia Lima Guimarães”, diz um trecho da carta.
A narrativa apresentada no documento, no entanto, contraria a linha principal das investigações, bem como as provas reunidas ao longo do processo e as condenações relacionadas ao caso.
Na época, a defesa de Bruno Fernandes informou que analisaria o conteúdo da carta, mas demonstrou cautela quanto à veracidade das informações, destacando que outros relatos semelhantes já haviam surgido ao longo dos anos, sem qualquer comprovação.
O Ministério Público, por sua vez, classificou o conteúdo como inconsistente e sem base concreta, tratando a carta com descrédito.
Até hoje, não existe confirmação oficial de que Eliza Samudio tenha saído do país com identidade falsa ou esteja viva. A carta é considerada um elemento periférico no processo, citada apenas como uma tentativa de gerar dúvidas sobre o desaparecimento, sem respaldo nas provas produzidas pelas investigações e pelos julgamentos.
Fonte: Bacci Notícias